Foram as chuteiras mágicas. O carisma magnético. As conquistas avassaladoras. Os artistas da bola, os poetas do jogo, os heróis do povo. Cem jogadores para cem anos de história. Sem renitência e sem temor.

Foram as chuteiras mágicas. O carisma magnético. As conquistas avassaladoras. Os artistas da bola, os poetas do jogo, os heróis do povo. Cem jogadores para cem anos de história. Sem renitência e sem temor.
Há quanto tempo não se descobria um Benfica assim? Jorge Jesus, o treinador, rompeu com o passadismo castrante. Jorge Jesus recuperou o passado glorioso. A equipa falou à Jesus? Jesus falou sempre à equipa. Não permitiu que exibisse vestígios de negligência, não permitiu que exibisse vestígios de petulância. O Benfica foi melhor equipa, porque Jesus lhe deu um cunho proletário, porque Jesus lhe deu um cunho combativo. O resto ficou, lancinantemente, por conta da arte, do talento, da erudição. “Benfica Campeão Com História” é um exercício de consagração. Exalta os fautores do título 2009/2010, aclama os promotores dos mais sublimes episódios da história. Campeão e história. Juntas, as palavras não soam tão mais belas? E adicionando Benfica? “Benfica Campeão (Com) História”. Três vocábulos para embalar o sonho, uma frase para legendar o sonho vermelho da eternidade.
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